Depois de cerca de 4 meses de distanciamento social, chegou o momento de discutir as condições para o retorno às aulas presenciais.

O Ministério da Educação ainda não definiu  um prazo para o retorno, mas diversas entidades representativas e organizações da sociedade civil têm discutido como fazer este retorno. Estas entidades se baseiam em estudos realizados em vários países em que o processo de reabertura após o pico da pandemia já se iniciou. 

Para definirmos as estratégias para a reabertura das escolas, é preciso conhecer o impacto gerado na aprendizagem após tantos meses longe das escolas. É muito importante também definir os protocolos de segurança sanitária adequados, considerando as particularidades das redes de ensino.

 Neste sentido o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou o parecer 11/2020 no dia 7 de julho com a finalidade de oferecer diretrizes que orientam o planejamento dos calendários e dos protocolos específicos dos estabelecimentos de ensino. 

Além disso, o parecer oferece sugestões e recomendações de ordem organizacional e pedagógica que podem ser desenvolvidos pelas escolas.

O CNE pretende apoiar as redes de ensino neste momento tão delicado.

Como será o retorno à escola dos alunos em geral?

O retorno às aulas presenciais para os alunos deve acontecer de forma segura, gradativa e todo o processo deve ser acompanhado para permitir que ajustes necessários sejam feitos.

O CNE orienta a criação de protocolos de segurança sanitária para cada localidade, contendo, por exemplo:

  • as definições do distanciamento entre os alunos
  • os hábitos pessoais de higiene
  • as rotinas de limpeza dos ambientes, utensílios
  • na preparação e oferta de alimentos
  • as orientações para permanência em casa de profissionais e alunos com sintomas de coronavírus.

É imprescindível que os primeiros dias na escola sejam de acolhimento das experiências vividas, tanto dos alunos e familiares quanto dos professores, durante o período de isolamento.

A ideia é oferecer o apoio socioemocional à comunidade escolar, retomando o vínculo socioafetivo entre todos os atores e preparando para a nova forma de ensino.

Além disso, será necessário a realização de uma avaliação diagnóstica para verificar o nível de aprendizagem dos alunos.  A partir desta avaliação será possível planejar as intervenções necessárias à adequação da aprendizagem dos alunos ao que é esperado pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

É importante salientar que dificilmente às aulas presenciais retornarão com a carga horária completa. Há vários modelos que mesclam momentos de aulas presenciais e momentos de atividades remotas.

E para os alunos da Educação Especial? Como será o retorno?

Para o público da educação especial, além de todas as questões citadas em relação aos demais alunos, deverá ser realizada uma análise pela equipe técnica da escola. A parceria com a família e os profissionais da área da saúde é fundamental para definir o momento do retorno de cada aluno à sala de aula comum e ao atendimento educacional especializado (AEE).

 É fundamental considerarmos a funcionalidade específica de cada aluno e os recursos que ele utiliza para participar do ambiente escolar para que se defina se haverá condições para cumprir os protocolos necessários. 

Por exemplo, os alunos que precisam do auxílio do profissional de apoio escolar geralmente ficam muito próximos a esse profissional, o que iria no sentido oposto às recomendações de distanciamento.

Também os alunos que não conseguem ficar de máscara ou respeitar as orientações de evitar o contato com o rosto e higienizar as mãos não teriam a segurança garantida.

Em casos como estes, é preciso estabelecer que as atividades escolares permanecerão sendo realizadas em casa

Qual será a função do Atendimento Educacional Especializado no retorno às aulas na escola?

O profissional do Atendimento Educacional Especializado poderá realizar atendimentos na sala de recursos multifuncionais, considerando todas as normas de higiene, distanciamento e uso de equipamentos de segurança.

As funções de apoio à equipe pedagógica quanto ao planejamento das aulas, às adaptações das atividades e quanto às avaliações devem permanecer.

Além disso, o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) ou Plano de Ensino Individualizado (PEI) deve ser acompanhado fazendo os ajustes necessários.

Outro ponto importante a ser considerado é a ação junto à família orientando sobre as atividades e sobre as avaliações. 

Veja também sobre o Atendimento Educacional Especializado durante o isolamento

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Fontes: Conselho Nacional de Educação 

Protocolos sobre educação inclusiva durante a pandemia da Covid-19

Imagem: Freepik

One Reply to “Retorno às aulas presenciais: Quais são as possibilidades para a Educação Especial?”

  1. Sim.
    Buscando oportunizar a escuta aos alunos e familiares por meio das redes sociais.
    Levando suporte emocional, sabendo ouvir e falar acalentando corações.
    Auxiliando a realizar atividades propostas nas aulas regulares, adaptando as necessidases de cada educando.

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